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Rumpilezz lança primeiro trabalho após morte de Letieres Leite

Morto subitamente em outubro do ano passado aos 61 anos, o maestro Letieres Leite já havia concluído as gravações de mais um álbum da Orkestra Rumpilezz, grupo fundado por ele em 2006. Moacir de Todos os Santos, o terceiro disco da Rumpilezz, chega às plataformas de música de música na virada de hoje para amanhã, à meia-noite.

Letieres, durante as gravações

O resultado do álbum entusiasmou Letieres, que chegou a ouvi-lo exatamente como o público vai conhecer.  Além do disco, as gravações renderam um documentário, que leva o mesmo nome do álbum e será exibido hoje no Canal Arte1, da TV por assinatura. A direção é de João Atala, Michael Atallah e Sylvio Fraga.

“No documentário, ele fala muito sobre essa missão que este álbum foi para ele. Era uma missão de vida, para colocar a música negra brasileira em seu devido lugar. Essa música que veio dos escravizados e que está no cerne da música brasileira”, diz Sylvio.

O percussionista Tiago Nunes, que integra a Rumpilezz, se identifica como “músico de rua” em sua origem. Filho e sobrinho de percussionistas, aprendeu por intuição. Mas reconhece a importância de Letieres em sua formação: “É o meu pai musical. Me apresentou a música instrumental, que eu já tocava, mas ele me mostrou novas possibilidades como percussionista”, diz, em tom de agradecimento.

Para outro músico da Rumpilezz, Luizinho do Jêje, Letieres deu “moral” aos percussionistas, como ele próprio. “Tanto que a gente fica de terno e gravata na frente. Ele sempre começou a produção dos discos pela ‘percussa’. Letieres sempre levantou essa bandeira pela percussão. Desde o trabalho dele com Ivete [Letieres produziu gravações de Ivete Sangalo], ele gravava a percussão primeiro. Depois, é que gravava naipe de metais, bateria, guitarra…

 

Por Correio24h

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