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Jovem que sofreu acidente de moto conta que recebeu atendimento humanizado e tratamento de excelência no HMC. “Eu me senti a pessoa mais importante, nem parecia que eu estava em um hospital do SUS”, revelou

A jovem Lourdeslene Kevillyn, 25 anos, que ficou 36 dias internada no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC, após sofrer um acidente de moto, na Av. Fernando Correia, contou que recebeu atendimento humanizado e tratamento de excelência na unidade. “Eu me senti a pessoa mais importante, nem parecia que eu estava em um hospital do SUS”, revelou.

Segundo a jovem, que mora no Residencial Santa Terezinha II, em Cuiabá, ela estava a caminho do trabalho, onde atua como secretária administrativa, quando, ao frear a moto, a mesma derrapou vindo a cair. “Quando eu caí à carreta passou por cima do meu braço. Fui socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel ao Usuário – SAMU e encaminhada ao pronto-socorro, que funciona dentro do Hospital Municipal de Cuiabá”, informou.

“Meu atendimento foi muito rápido, os profissionais da urgência e emergência foram maravilhosos, me confortaram de uma maneira carinhosa, foi algo incrível. Depois passei por cirurgia, por conta da fratura exposta no braço e então fui encaminhada para a observação e depois para a enfermaria”, detalhou.

Segundo o médico e diretor-técnico do HMC, Vinicius Gatto, a paciente foi acompanhada pelas equipes da ortopedia e vascular e por profissionais da equipe multidisciplinar. “Enquanto ela esteve na unidade, a paciente precisou passar por mais três cirurgias, para remoção do tecido necrosado e por sessões de hiperbárica para ajudar no processo de cicatrização. O tratamento oferecido foi de excelência, e o melhor possível. A equipe médica fez de tudo para recuperar o braço da paciente, porém foi necessária a amputação do antebraço”, destacou.

Antes de passar pelo processo de amputação, a jovem, que é casada e tem uma filha, pediu autorização para receber a filha de cinco anos na unidade hospitalar. “Esse encontro foi maravilhoso e muito importante para nós, pois eu estava há dias sem ver ela. Naquele momento, quando a direção do hospital acatou o meu pedido, eu percebi que todos do HMC estavam preocupados com meu bem-estar”, pontuou.

Paulo Rós, diretor-geral do HMC, ressaltou que a decisão da diretoria, em prol da paciente, é uma determinação da gestão humanizada do prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe. “A gestão não quer apenas oferecer estrutura grandiosa e profissionais de excelência. O trabalho de atendimento ao usuário do SUS vai muito além. Estamos aqui para cuidar de pessoas, em todos os aspectos. Isso é humanização, é o cuidado com aqueles que precisam”, revelou o diretor.

A jovem, que está se adaptando à nova realidade, após a amputação, disse que o sentimento é de gratidão. “Tenho consciência que foi feito de tudo, que estava ao alcance da medicina, para recuperar o meu braço. E o amor e o carinho que eu senti, por parte dos médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e psicólogos foram gratificantes. O HMC é um hospital diferenciado, só tenho a agradecer”, destacou.

Segundo a jovem, Deus revelou através de sonho, que a amputação aconteceria. “Tudo é propósito de Deus. Não estou triste, pelo contrário, eu estou muito feliz, porque tive a oportunidade de continuar viva e de conhecer pessoas maravilhosas dentro deste hospital, e também, porque eu percebi o quanto eu sou amada”, completou.

Ela disse ainda que pretende voltar a trabalhar o quanto antes. “Não me sinto uma pessoa limitada, sei que posso ter uma vida normal, e estou feliz porque conto com o apoio da minha família. Vejo a minha nova realidade como um mundo incrível que eu não sabia que existia”, finalizou.