Lutador de jiu-jitsu é preso após tentativa de feminicídio no Rio
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta sexta-feira (6), a prisão temporária do lutador de jiu-jitsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos. A medida foi concedida a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após uma série de episódios de extrema violência ocorridos em um condomínio residencial localizado no bairro do Maracanã, na zona norte da capital fluminense. O suspeito é investigado por tentativa de feminicídio e agressões contra vizinhas.
Entenda a dinâmica do crime
De acordo com o avanço das investigações policiais, os ataques começaram na madrugada da última quinta-feira (5). Na ocasião, Lucas Portela invadiu o apartamento de uma vizinha e proferiu ameaças de morte contra os moradores do local. Os ocupantes do imóvel conseguiram escapar e correram até a portaria do edifício para buscar socorro.
Ao escutar os pedidos de ajuda, outra moradora do prédio foi verificar o que estava acontecendo e acabou encontrando o agressor dentro do elevador. O lutador desferiu socos, cotoveladas e chutes contra a vítima e aplicou um golpe de estrangulamento conhecido como mata-leão. A cabine do elevador ficou completamente marcada por sangue. Mesmo ferida gravemente, a mulher conseguiu fugir, sendo socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar.
Nova agressão e confronto com a polícia
Na sequência dos ataques, em estado de total descontrole, o suspeito invadiu o domicílio de uma idosa de 65 anos e passou a agredi-la fisicamente sem qualquer motivação aparente. A senhora sofreu traumatismo craniano e também precisou ser hospitalizada.
Equipes da Polícia Militar, por meio do Batalhão da Tijuca, e agentes da Guarda Municipal foram acionados para conter a situação. Durante a abordagem, o lutador resistiu à prisão, tentou tomar a arma de fogo de um dos policiais e acabou baleado em uma das pernas.
Justificativa da prisão e próximos passos
O Ministério Público fundamentou o pedido de prisão temporária destacando o comportamento ultraviolento do investigado, o risco iminente à integridade física das vítimas e a proximidade residencial, já que o suspeito e as vítimas moram no mesmo edifício.
Em nota oficial inserida no processo, o MPRJ pontuou: “Com efeito, é manifesta a periculosidade do representado diante do seu comportamento ultraviolento, de forma que, caso permaneça em liberdade, a vítima será colocada em inaceitável situação de perigo, especialmente em um país em que uma mulher é agredida a cada minuto, e uma morta, vítima de feminicídio, a cada seis horas”.
Após receber atendimento médico devido ao ferimento a bala, Lucas Portela foi transferido para o Presídio de Benfica. Ele deve passar por audiência de custódia neste sábado (7), a partir das 13h, onde a Justiça decidirá sobre a conversão da prisão temporária em preventiva.
Com informações de Agência Brasil.
